ZH 01 de novembro de 2014 | N° 17970
ONU alerta para as adesões ao EI
CHEGA A 15 MIL o número de voluntários que ingressa no grupo que tem levado o horror para o Iraque e a Síria. Eles são originários de mais de 80 países e representam índice nunca antes visto
Relatório das Nações Unidas divulgado ontem deixou o mundo apreensivo ontem: cerca de 15 mil voluntários de mais de 80 países, um número nunca antes visto, viajaram à Síria e ao Iraque para combater nas fileiras jihadistas do Estado Islâmico, diz o documento, publicado pelo jornal britânico The Guardian.
O número de voluntários estrangeiros desde 2010 é “várias vezes” superior ao número acumulado dos 20 anos anteriores, acrescenta o estudo elaborado pelo Conselho de Segurança. “Há grupos de terroristas estrangeiros da França, da Rússia e da Grã-Bretanha operando em conjunto”, informam os autores, segundo o The Guardian.
O comandante da polícia britânica, Bernard Hogan-Howe, estima que cinco pessoas deixam o país a cada semana para combater nas fileiras do EI. As autoridades britânicas avaliam que 500 de seus cidadãos estão lutando atualmente na Síria e no Iraque.
O relatório foi elaborado por um comitê que monitora a Al-Qaeda e que diz: esse grupo terrorista “tenta garantir um lugar” ante a força do EI, uma organização que foi expulsa da rede extremista pelo sucessor de Osama Bin Laden, Ayman al Zawahiri. Mas a adesão de voluntários ao EI é maior.
Os jihadistas do EI ainda são considerados menos numerosos do que sugere a magnitude das suas conquistas na Síria e no Iraque. Mas tem avançado. Apoderaram-se de vastos territórios.
Para seus combates, os jihadistas priorizam zonas sunitas onde podem ter apoio, infraestruturas estratégicas ou locais defendidos, atenuando, assim, as perdas para manter sua unidade. A ofensiva do EI sempre é precedida pelo temor que cerca sua reputação de extrema brutalidade, o que lhe permite se apoderar de cidades sem resistência. Seus integrantes dominam as redes sociais, divulgam fotografias e a imagem de crueldade. Avançam pela propaganda.
Londres
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